quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Trânsito internacional

Em 2005 fui ao Cairo, capital do Egipto (não lhe consigo tirar o P). Gostei imenso desta viagem, mas o que interessa aqui para a conversa são os carros.

Assim que chegámos ao Aeroporto tínhamos um guia muito simpático à nossa espera. O carro, um toyota relativamente novo ( o que ali não é normal, pois os carros datam quase todos da década de 70). Malas dentro do porta bagagens e lá vamos nós.

Ora, 4 portugas maravilhados por estar num país estranho, de noite, enfiados no carro.
Quando damos por isso descobrimos que não há luzes na autoestrada, não como cá. E mais: os senhores não acendem as luzes dos carros. E andam sempre a buzinar, constantemente a buzinar, por tudo e nada. E andam em contra mão como se fosse natural.
Nisto, vemos uma pessoa a atravessar (sim, na autoestrada) à nossa frente. A carrinha da frente, que devia ser do tempo dos faraós ainda, trava, buzinando, claro.
E cai da carrinha o quê? Um pedregulho enorme!
E vai na direcção de quê? Do nosso carro!
E que fazem os portugas? Gritam!
E que faz o motorista? Ri-se e desvia-se por milímetros.

Foi esta a apresentação que tive logo nos primeiros minutos nesta cidade. Mais episódios contarei aqui.

                                                                                           Vídeo retirado da net.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Em dias de greve do Metro...

imagem retirada da web



Hoje, com a greve do metro o tempo em fila de trânsito foi mais que muito. Uma pessoa, para além de ouvir rádio, o que faz? Observa. Coisas magnificas minha gente.... coisas magnificas que se aprende a observar:

- senhoras a colocar rimel: um olho no espelho, um olho na estrada. As mulheres têm mesmo capacidades extraordinárias.
- senhoras e senhores a fumar: logo de manhã, provavelmente sem pequeno almoço, doi-me o pulmão só de assistir.
- madame felpuda a dormir no banco do pendura:sortuda
- madame (apenas) a colocar batom: é por estas e por outras que aparecem ao pé de nós com os dentes pintados.
- casal a discutir: é um bom local, niguem os ouve.
- senhora a comer a sua sandes: era de queijo. Amanhã será de fiambre.
- rapaz a ajeitar o cabelo: o gel foi colocado à pressa.
- rapaz a falar ao telemóvel e a conduzir: oh menino... a polícia está a 20 metros à tua frente.
- rapariga a mandar sms ou a escrever no telemóvel e a conduzir: o mesmo para ti, cuidado, eles andam aí;
- condutor quase a abalroar um motociclo que estava a fazer ultrapassagem: terei de fazer um post sobre este assunto. É coisa séria.
- rapaz a tirar macacos do nariz: Eihhh, estou a olhar para ti;
- rapaz a tirar macacos do nariz e de seguida saborea-los: Ei.. continuo a observar-te e tu fazes uma coisa dessas?
Pois... toma lá que já almocei... bahhh que noijo

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Serviço Público

Ontem, após ter saído do trabalho, já na estrada, ao seguir em direcção à Ponte 25 de Abril, olho pelo retrovisor e reparo que o carro que entretanto seguia atrás do meu, ia com as luzes desligadas.
Faço, sinal com os 4 piscas uma vez. Nada.
Faço novamente sinal com os 4 piscas. Nada.
Resolvo abrir a janela e sinalizar com a mão a abrir e fechar.
Acendem-se as luzes.
10 m à frente uma brigada de Trânsito a mandar parar.

Isto foi serviço público! ahahaha


Mas estou solidaria com o condutor deste veiculo.
Já me aconteceram algumas poucas vezes, o mesmo.
As vias são bastante iluminadas, nem damos conta das luzes estarem desligadas.
Um dessas vezes, tinha eu carta à muito muito pouco tempo.
Pego no carro, meto-me à estrada e de repente começo-me a sentir mais conhecida do que o Papa. Todos os automobilistas faziam sinal de luzes à minha passagem.

Chego a casa, desligo o carro, e ia para desligar as luzes e só aí, caros leitores... se fez luz na minha cabeça.
O que vale é que o percurso foi curto.



quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Família especial - parte 2

Os meus pais são uns castiços.

Casados de fresco, tudo passarinhos e perlimpimpins, no final da década de 60, a minha mãe resolve tirar a carta.

Isto é muito moderno, uma mulher tirar a carta nesta altura, pensam vocês, caro(a)s leitore(a)s. Mas o mais giro nisto tudo é que quem era o instrutor que a ensinou a conduzir, quem era??? Pois bem, o marido extremoso, meu pai.

Ora o sr meu pai é conhecido por ser uma pessoa paciente, principalmente com os alunos. Também é um gozão de primeira, com um sentido de humor muito perspicaz.

Com a minha mãezinha o caso não foi pacífico. Inúmeras vezes ficou ele sozinho no carro pois a minha mãe, ofendida, dizia que ele não mandava nela nem lhe falava assim.

Já tinha a carta e uma vez nas portagens o sr das portagens fugiu da cabine pois estava a ver o carro dirigir-se ao seu abrigo. Felizmente a mão do meu pai desviou o velho carocha de um destino cruel. Claro que esta história já foi contada e recontada vezes sem conta.

O ponto chave para que a minha mãe entregasse as "botas" no que diz respeito à condução foi o facto de nunca saber onde se ligavam as luzes do carro, e o meu pai explicava mas gozava mais um bocadinho com o facto.

Ainda conduziu mais umas 2 ou 3 vezes mas facilmente desistiu.

Quando o meu irmão tirou a carta a minha mãe arranjou a desculpa que queria: só há um carro e o miúdo precisa de conduzir. E quando eu tirei a carta mais força me deu.

E o nosso pai? Esse continua gozão.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Esqueceste-te da chave dentro do carro? Então (só) tens de fazer o seguinte.


Este vídeo não tem o objectivo de explicar como roubar um carro. Serve para nos prevenirmos e saberemos como um carro pode ser aberto em apenas 10 segundos. 
É preciso ter cuidado.
Com apenas um fio (até uns cordões servem) e alguma habilidade, é possível abrir e entrar num carro sem grandes problemas.


Digamos que é preciso ter mãozinhas! 

Lugares reservados instantâneos

Quando não tinha garagem, estacionava na rua. Nessa altura morava numa Avenida com algum comércio, o que tornava a tarefa de estacionar algo complexa.

Uma noite cheguei do trabalho e estacionei à porta do edifício onde morava. Pacífico, à maneira, pensei.

De manhã, vou para pegar no carro para trabalhar e está um xor polícia com um livro na mão e um trabalhador da Câmara, de picareta na mão.

Descansada da minha vida, digo bom dia. Diálogo seguinte:
Xor polícia (XP):  - A senhora vai ser autuada. 
Eu, a indignada (EAI): - Como? Porquê?
XP : - Está estacionada num lugar reservado para pessoas de mobilidade reduzida.
EAI: - Como? Desde quando?
XP: - Está aqui o sinal, vamos colocar agora.
...
Nisto, reparo que o outro sr. está já a arrancar as pedras da calçada para colocar a sinalização vertical.
E o XP já de caneta em punho.
...
EAI: - Mas se o sinal não estava aqui quando estacionei, faz algum sentido dizer que estou a infringir?
XP: - Não há justificação. Vou autuá-la.
....depois mais umas frases semelhantes, igualmente insólitas respostas.
EAI: - Reparo que o sinal não tem o código de homologação. Vai-se basear em quê?
XP: -Hummm...p...hummm...Se calhar vamos à esquadra para falarmos com os meus superiores.
....

Resultado: não fui autuada. No final do dia já não estacionei ali, pois já estava o sinal de reservado colocado.

Haja gente apressadinha!



sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Hoje vi a Hello Kitty...


Hoje estacionei o meu carro ao lado da Hello Kitty. Só pode.
Ela anda aí e eu não sei... (e ainda bem).


Conseguem ver?
Bancos Hello Kitty,
Tablier com Hello Hitty
Penduricalho com Hello Kitty e ouros bonecos

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mala esquecida em stand de automóveis




Depois de muita pesquisa para encontrar A cadeira auto ideal para a bebé, lá nos decidimos por uma da marca Volvo. Deram-nos um contacto para obtermos um desconto porreiro, mas a aquisição tinha de ser feita num stand da marca, na zona de Santarém. Lá fomos, conscientes de que iríamos fazer um grande negócio. E era não fosse a minha cabeça de pós grávida, e com o acumular de noites mal dormidas.

Cadeira montada, pagamento efectuado, toda a gente contente.
Ao chegar a casa, mal ponho o pé no chão apenas exclamo ao marido: - Aiii vais-te passar comigo! Esqueci-me da mala.
O marido suspira. Ia sendo hábito na altura.

Sim... a mala ficou esquecida, ao abandono, no stand a 80 km de distância, com carteira, telemóveis, chaves. TUDO.
Passado um pouco o marido recebe um telefonema. Era do stand. Confirmavam o meu esquecimento. Sorte das sortes? um dos funcionário tinha de ir a Sintra nessa mesma tarde. A um casamento. Combinado. Encontramo-nos lá. Que alívio! pelo menos são menos quilómetros e muito menos tempo de viagem.

Uma hora antes do combinado, vamos para Sintra. Aproveitamos e bebemos um café por lá,passeamos um pouco - pensamos nós.
Sábado, em pleno Agosto. Estão a ver? Pois.. nós não estávamos!
Era gente e mais gente. Gente na estrada, gente nos passeios, turistas em modo de... turistas... carros em velocidade caracol e nós em modo de stress de chegar a horas com o senhor tão amavelmente se prestou àquele serviço, que nos estava a fazer um favor. Chegamos ao local que ficava nos confins da serra, 40 minutos depois do combinado! Mil desculpa senhor... mil desculpas.
E foi assim o nosso excelente negócio :)

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Polícias aos beijos

Já falei do amigo que tinha o Fiat Uno. Já falei das passeatas que o carro dava com o amigo do alheio.

Ora mais uma vez o carro lá foi roubado.

Ligam da polícia: "olhe, xaxabor, apareceu aqui uma biatura que ao que parece é da sua posse."

E lá foi o rapaz com o pai buscar o carro. Ao chegar ao contentor transformado em esquadra. Bate à porta e nada. Entram.

Dão de caras com o Xor oficial e uma Xora oficial aos amassos, beijos e afins.

Recomposta a normalidade, lá foram devolver a viatura ao rapaz, ele e o pai atónitos com tal situação. E ainda a rir.

Quando entram no carro, estão latas de atum intactas e umas garrafas de vinho (vazias) e uns copos sujos.

Desconfio que os srs oficiais andaram na festarola no carro primeiro, mas o menú só de atum não lhes agradou de certeza e mudaram de poiso.
 
Imagem da net

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

E o alternador?

Um amigo meu morava em Chelas, zona J.

Isto pode não ter nada a ver, mas ele tinha um Fiat Uno velhote que era alvo de cobiça dos seus vizinhos. Quem precisava de um carro, ía ao dele e levava, obviamente sem autorização.

Era vê-lo chegar ao trabalho de transportes e já nem perguntava-mos nada, já se sabia que tinha ido dar umas voltas com um amigo alheio.

O rapaz até comprou uma tranca, mas isso não servia para nada, alarmes não compensava que o carro valia menos que o dito alarme.

Ora o pai dele, já farto da conversa, tem uma ideia brilhante.

"Se eu tirar o alternador ao carro já não o levam"

E assim fez, tirou o dito e guardou no carro dele.

Esqueceu-se de um pormenor: dizer ao filho.

Esqueceu-se de outro pormenor: quando fosse sair com o seu carro, devia deixar o alternador em casa para que o filho conseguisse usar o carro.

E foi assim que o meu amigo ficou mais uma vez apeado. Com carro, mas sem alternador.

Imagem da net.

 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O novo passageiro da minha viatura.

Finalmente descobri a artista!
Todos os dias, quando chegava ao carro tinha uma obra de arte diferente no espelho.

(Atenção, que não a expulsei. Continua a morar lá no cantinho dela)



Dos tunings e afins

Tive um namorado em tempos que começou a tomar gosto  pelo tuning.
Ao início até nem me preocupei. Ok, comprou um Punto HGT vermelho nhonhonho com não sei quantos cavalos e turbo integrado não sei onde que lhe dava alegrias. Era feliz com o brinquedo.
Comecei a torcer o nariz quando achava piada ao "ronco" do carro. Bah! Quero é carros silenciosos e este gajo gosta é de aparecer e ser notado?

Depois começou a testar a velocidade máxima e dizia a toda a gente. 221km/h. Isto antes da reprogramação xpto para andar a uns 240km/h, talvez.

Passo seguinte: criação de um fórum na net. Credo! Conversas improváveis sobre pneus, pistons, ailerons e todo um mundo de acessórios e peças! (Sim eu sei o que é um airleron).

Com este fórum, marcava encontros. Era malta de todo o país, grande parte putos que não tinham onde gastar o dinheiro senão nos carros, com namoradas interessadíssimas nas questões de tuning.
Ainda fui enganada a um ou dois a achar que era para conhecer sítios novos e gente bem disposta. Pregavam connosco em descampados, abriam os capôs e faziam corridas. É que nem tinha hipótese de ir passear dali para fora, sem carro no meio do nada. E se não tinha conversa sobre carros, não conversava com ninguém.

O homem até bancos desportivos comprou, um balúrdio! E no primeiro dia em que sai com os bancos novos há um tipo que passa em cima de uma poça de esgoto...ele com um bocado do vidro aberto...que filme.
Para mim, a cereja em cima do bolo era mesmo saber o balúrdio que as coisas custavam. É que ficava doente! E a falta de gosto, qual é a piada de tirar as letras que dizem a marca ou as fechaduras? Mas porquê?

E rebaixar o carro, isso então, dava-me voltas à cabeça, porque depois era só desculpas: "não posso estacionar aí que me dá cabo das saias!" Mas quais saias, gajo? Ah as do carro! (sim o carro dele tinha saias)



quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Como comprar pneus

Tenho um colega na empresa que todas as semana nos ensina qualquer coisa sobre Negociar.
Desta vez foram pneus.
Precisava de 4 pneus para o carro e não estava disposto a dar mais do 310 euros.
Fez o seguinte:
1º Fazer um estudo de preços numa loja nacional para ter o valor de referência, no caso da marca e modelo pretendidos ficavam, já com montagem a 410 euros.
2º Anotar numa folha de papel, de preferência com outras coisas impressas, o valor e o local de consulta. Anotar nessa mesma folha, a dimensão dos pneus pretendidos.
3º Fazer uma pesquisa de 3 ou 4 locais perto (mas não demasiado) que vendam o mesmo produto. Neste ultimo caso não é necessário consultar preços reais. Anotar o nome do estabelecimento e sugerir uns valores, todos abaixo do valor de referencia (no caso do meu colega deu os valores 356, 320, 304).
4º Deslocar-se ao local. Pedir uns pneus. Aguardar que do outro lado, peçam as medidas dos pneus. Dar a folha. O objectivo é que o vendedor veja os valores apontados.
5º Aguardar que lhe dê o orçamento.

Se tudo correr como o planeado, o vendedor irá dar-lhe um valor abaixo dos 304 euros.
Como ainda não estava satisfeito, quando voltou ao escritório  ainda fez um telefonema para fazer um novo pedido que se tinha esquecido: E no valor está incluído o alinhamento das rodas, certo?
- Certo!
E é assim...


Imagem retirada da web

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Tony Carreira diz-me adeus

O IC20, em altura de praia, torna-se caótico ao final do dia, rumo a Lisboa.
Ao sair do trabalho, fico presa nessa imensa fila de trânsito. Três faixas completas de viaturas a ruminar por 5 km.
À minha frente, está um belo exemplar automóvel (não sei marca nem modelo). Lembro-me de que a matrícula não era portuguesa, de cor preto, estilo desportivo.
As cabeças dos automobilistas dos carros vizinhos, rodavam cada vez que este passava lentamente. Na janela do pendura, está um braço de homem. Uma senhora do carro vizinho entende a mão e toca na mão, do dono do braço.
Cheguei de imediato à conclusão que seria alguém famoso, pela atenção que lhe estava a ser dispensada.

Nisto, o carro pára. A porta do condutor abre-se, e sai um individuo de calções e tshirt, faz-me sinal de compasso de espera, um sorriso grandioso e dirige-se à mala do carro. Raquetes de ténis, toalhas, disco de praia e chapéu, foi tudo o que consegui ver o que continha a mala do carro do Tony Carreira.

Na altura não me ocorreu em tirar uma foto, estilo paparazzi, na volta ainda fazia uns trocos.
Fechou a mala. Dá-me um toque no meu carro velhote, faz-me um fixe. Diz obrigado e entra para dentro do carro. No belo exemplar automóvel, seguia TODO o clã masculino Carreira. Já viram o bem o valor daquele carro?

E assim, durante mais 4km, em marcha lenta fui assistindo aos adeuses e apertos de mãos que alguns fãs iam aproveitando. Há que tirar partido das filas de trânsito. Teria sido a altura propícia para trautear a Estrada e Eu. Podia ser que ele ficasse encantado com a minha voz e me deixasse dar uma voltita na viatura. Fica para uma próxima.


Imagem retirada da web




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Será um prenúncio?

Segunda feira, 8h11m da manhã.
Tempo frio, bem frio.
Chave na ignição. O carro faz um barulho estranho. Pegou, mas do escape saiu uma enorme nuvem de fumo preto. Tremi e não foi de frio.

Até o meu carro reconhece quando é uma 2ª feira.
Ou então é mau presságio. O anúncio de um novo fim.
É melhor agendar marcação no mecânico, o que acham?

imagem retirada da web

Novamente trânsito

Férias escolares de Natal...
Voltem, estão perdoadas!
Recomeçou o ram-ram de trânsito, acidentes e 50 minutos a arrastar  circular no trânsito.


Imagem retirada da web

domingo, 6 de janeiro de 2013

Protesto

Uma coisa que eu compreendo é o Design. Estou ligada à Área, compreendo que se desenhem carros diferentes, que se melhorem certas coisas e tal.

E sobre o que protesto afinal?  Porque é que os carros não têm todos a forma de acender as luzes, de fazer máximos, de acender luzes de nevoeiro e até a buzina no mesmo lugar? E o ar condicionado? E a marcha atrás, porque engata de forma diferente? Hum?

É uma confusão, senhores!

Ora eu tanto ando com o meu carro (Citroen), como com o carro do marido (Audi), como com o do pai (VW), como com o do meu irmão (Alfa Romeo) como com qualquer outro que tenha de ser.

E já estão a ver o filme, não é?

Ah vou abrir o vidro, deixa cá chegar ao botão na porta. Ora, ou estão no tablier, ora cá em baixo perto do travão de mão, ora ligeiramente deslocados de sítio e acabo por abrir o vidro de trás, ou então ando ali meia hora feita tola sem saber onde pôr as mãos, e nisto o calor aperta dentro do carro.

Acender as luzes é um problema, rodo tudo o que tem de rodar enquanto não me habituo ao estar noutro carro, clico em tudo.  Fazer os máximos, puff puff, esquece lá isso. E é rezar aos santos todos para que não haja nevoeiro!
 

Às tantas para buzinar mais vale levar uma vuvuzela que sempre é mais rápido do que esbofetear o volante em todo o lado como faço até encontrar o sítio certo.

Valha-nos que ainda não trocaram os pedais (sim os automáticos também podem levar a travagens e aceleramentos ao mesmo tempo, vá).


Imagem retirada da internet

sábado, 5 de janeiro de 2013

Família especial

Episódio 1:

Um dia pego no carro, pai no banco do pendura, mãe no banco de trás.

Nisto, passamos pelo Multibanco mais próximo, diz a minha mãe: "pára aí que tenho de levantar dinheiro".
Ficámos à espera na conversa. Abre-se a porta de trás, fecha-se. E arrancamos para o destino traçado.

Uns kms à frente: "oh mãe, trouxémos os lençóis?...Mãe? Mãe? Mãe?"
Diz o meu pai: "Então não ouves?"

Olho pelo espelho, nada de ver a minha mãe. Olho para trás, ninguém no banco de trás.

Inversão de marcha, lá vamos nós. Quando chegamos estava a minha mãe calmamente a sair do MB, nem se apercebeu.

Ups!

Episódio 2:

Um dia o carro avariou, os meus pais foram levar-me ao emprego. A minha mãe no banco de trás novamente, sai quando eu saio para mudar para a frente. Pôs-se na conversa com um colega meu, beu beu pardais ao ninho.

Nisto o meu pai acena e acelera, sem que a minha mãe tenha entrado no carro. Estava habituado a andar sozinho no carro.

Ficamos todos na rua a ver o carro acelerar, e perguntava a minha mãe: "mas onde é que ele vai?"

Passados uns 15 minutos aparece o carro a andar devagarinho, com o meu pai olhando para todo o lado como que à procura de algo.

Família perfeita a minha!

Imagem retirada da Internet

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Olhe, se faz favor, é uma bateria, bem cheia.

Uma vez fui pegar no velhote e pimba nada de de nada!
Rodo a chave mais uma vez ... nada!
Dou conta que as luzes tinham ficado ligadas o dia todo e por essa razão a bateria foi à vidinha dela, com tamanho mal trato.
Perto do local de trabalho há um cafézinho, que costumo frequentar. Resolvi ir até lá e perguntar se alguém tinha cabos de ligação que me pudessem emprestar por uns breves minutos.
Nada de cabos!
O senhor António, dono do café, que já me conhece, muito simpático, diz que me empresta a bateria do carro dele para eu poder ir para casa. Fiquei atónita. Emprestar-me a bateria do seu próprio carro? Aceitei, não havia outra solução, a não ser chamar o reboque.

No dia a seguir devolvi a bateria ao sr. do café.

É caso para dizer: - É um café e uma bateria, bem cheia e quentinha "faxabor"!



Imagem retirada da net

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Vidas estranhas dos vizinhos

Quando morava com os meus pais, zona mais pacata dos subúrbios de Lisboa, numa praceta, zona onde morei desde sempre, comecei a notar hábitos dos vizinhos do prédio do lado com os seus bólides.

Ora então vejamos:

O sr do 4º andar, um sargento reformado, que só estacionava o carro num sítio. Saía com o carro uma vez por semana, se chegasse e tivesse o lugar do canto ocupado estacionava em 2ª fila a trancar o "sacana" que lhe ocupou o espaço. Mas mesmo quando estacionava em 2ª fila o ritual era sempre igual: estacionava de marcha atrás, num certo ângulo, limpava o carro com uma mopinha e punha a capa. Sempre que o sacana do outro saía, lá tirava a capa do carro, e voltava ao mesmo ritual. Isto tudo de pantufas.

O sr do 2º andar, que só tirou a carta depois dos 50 anos e comprou um Micra. Esse tinha o hábito de lavar o carro quando chovia. Via que ía chover, vestia a gabardine verde, de balde e esponja, e pimbas, vá de lavar o carro assim. E ele também tomava banho, claro.

O sr do Rés do Chão. Esse velhote tinha um mau feitio, caramba, ninguém fora da praceta podia lá pôr o carro porque ele o riscava. Era automático. Queria pedir à Junta de Freguesia para pôr uns pinos e fechar a rua a estranhos. Não sei se estaria ele na portaria ou algum dos ajudantes.

Depois havia muitos que tinham garagem, mas insistiam em estacionar na rua para não ter muito trabalho, ou estacionar em frente à garagem. No entanto ai de nós que algum dia pensasse sequer em parar ali a enxotar uma mosca, era logo chamar a polícia.

Ah e havia um sr que tinha sempre carros velhos, a cair de podre. Eu chamava-lhe o relíquias, ou o mata-vacas, pois aparecia muitas vezes com uma camioneta com animais dentro, devia trabalhar nalgum matadouro. Esse senhor saía todos os dias às 6 da manhã, e eu ouvia-o sempre. Demorava uns 15 minutos para conseguir pôr as relíquias a trabalhar, e depois pareciam tractores. E invariavelmente andava com a pinga e batia noutros carros inocentemente estacionados, depois não dizia a ninguém que tinha sido ele.

Vidas sem grande interesse dão nisto.

Imagem da net



quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Gentleman.

Eixo Norte-Sul, altura de férias logo pouco trânsito.
Encontro-me na faixa central.
Olho pelo retrovisor, espaço livre para me deslocar e efectuar uma ultrapassagem. Lá vou eu para para a faixa da esquerda nuns estonteantes 80 km/h.
Enquanto faço a ultrapassagem, olho novamente para o retrovisor, e tenho um Maserati prateado vindo não sei de onde, coladinho na minha traseira.
Pensei: Lá vai começar o arraial de luzes e buzinanços.
Nada.
Finalizada a operação da ultrapassagem volto à faixa central. Passou por mim e desapareceu em 3 segundos.
What a gentleman...
Só por isso, resolvi não me picar com ele e ver quem deslizava mais nos asfalto, mas só por ser um gentleman...


Natal é quando....

Nesta altura do ano consigo chegar ao trabalho em menos de metade do tempo.
Para mim adquiriram um novo significado.
Sem filas, poucos carros, sem complicações.

É tão bom!